sexta-feira, 17 de março de 2017

UM NOVO MUNDO É POSSÍVEL. SERÁ POSSÍVEL? UM CHAMADO (GRITO) À REFLEXÃO

Zildo Gallo

Juntei neste artigo quatro textos escritos anteriormente ao dia de hoje, com o objetivo de estimular uma reflexão sobre o futuro da humanidade diante da imensa crise socioambiental que assola o planeta nesta segunda década do século XXI.
No primeiro, Breve manifesto das urgências urgentíssimas do século XXI, sugiro seis urgências que considero essenciais para o processo de mudanças que precisa acontecer: 1) construção de uma ética planetária; 2) construção de uma ética para a economia; 3) eliminação da pobreza; 4) transição para uma economia ecológica; 5) transição para um novo tipo de globalização e; 6) eliminação de todos os tipos de intolerância.
No segundo, Liberdade, Igualdade e Fraternidade em 2017, eu sugiro que sejam retomadas as bandeiras da Revolução Francesa e que tais ideais sejam retomados, rompendo o círculo vicioso do egoísmo e do individualismo.
No terceiro, Mandamentos para o cidadão politicamente correto no século XXI, eu elenquei 37 sugestões aleatórias, na forma de mandamentos, no sentido de que comecemos a produzir um mundo melhor para as gerações futuras.
No quarto, Explicando o bom caminho do desenvolvimento sustentável, partindo do "Modelo da Sustentabilidade", eu aprofundo a discussão do ponto de vista teórico, considerando que economia, meio ambiente e bem-estar-social são indissociáveis para a construção de um mundo melhor.
À leitura!

BREVE MANIFESTO DAS URGÊNCIAS URGENTÍSSIMAS DO SÉCULO XXI


A URGÊNCIA DE UMA ÉTICA PLANETÁRIA

É cada vez mais necessária e urgente a construção de uma ética planetária. É preciso fundar um novo ethos para garantir doravante o convívio entre os homens e destes com a natureza e todos os seres que nela vivem. O PLANETA TERRA NÃO É SÓ DOS HUMANOS e a almejada sustentabilidade deve abranger não só as gerações futuras dos humanos, mas também as de todos os demais seres que convivem com eles neste mundo (de imediato este aprendizado deve ser aceito e incorporado por todos).

A URGÊNCIA DE UMA ÉTICA PARA A ECONOMIA

A aproximação entre a ética e a economia é cada vez mais necessária, mais que necessária nestes tempos onde o capitalismo financeiro transformou-se num verdadeiro cassino (vide a crise de 2008). Nas profundezas de sua essência, o objetivo primordial do sistema econômico deveria ser ético: o bem-estar, O BEM-ESTAR DE TODOS QUE VIVEM E CONVIVEM NO PLANETA TERRA (o sistema econômico precisa ser mais solidário e menos competitivo, o ser humano precisa ser mais solidário e menos competitivo).

A URGÊNCIA DO FIM DA POBREZA

Como ainda tem muita pobreza no mundo, podemos concluir que, por muitos anos ainda, o crescimento da economia deve continuar necessário. Contudo, ele não pode se dar nos antigos moldes, concentrando renda e destruindo o meio ambiente. DESCONCENTRAR RENDA E ELIMINAR A MISÉRIA DEVE SER O OBJETIVO PRIMEIRO DA ECONOMIA MUNDIAL (a liberdade, este bem essencial aos seres humanos, só é possível com a inclusão social).

A URGÊNCIA DE UMA ECONOMIA ECOLÓGICA

O compromisso da economia como ciência e como prática também deve ir além do exclusivo bem-estar dos homens, devendo considerar todos os demais seres que vivem na Terra. OS HUMANOS DEVEM ABANDONAR A ANTIGA E ULTRAPASSADA CONDIÇÃO DE PREDADORES E DEVEM ASSUMIR A CONDIÇÃO DE CUIDADORES (o novo paradigma da sociedade humana deve deslocar-se da conquista para o cuidado, que deve abranger toda a humanidade e todos os demais seres).

A URGÊNCIA DE UM NOVO TIPO DE GLOBALIZAÇÃO

As crises ambientais, econômicas e sociais que abalam o planeta Terra hoje, com consequências ainda não tão previsíveis (será que não são mesmo?), levam-nos a concluir que a morada humana não pode mais se limitar ao estado-nação, ela deve se estender por toda a Terra. O mundo globalizou-se e com ele os problemas. Cada questão de cada canto da Terra virou um problema de cada um de nós, que pensa, produz e consome. Hoje, como em nenhuma outra época, nossa casa global exige que estejamos sempre atentos às consequências dos nossos atos ao produzirmos e consumirmos. A NOVA GLOBALIZAÇÃO DEVE SER INCLUSIVA E ECOLÓGICA E NÃO APENAS MERCADOLÓGICA (não tem outra possibilidade, pois a competição e o consumismo desenfreados, características do atual estágio do capitalismo, estão conduzindo a humanidade e o meio ambiente a situações de colapso).

A URGÊNCIA DO FIM DAS INTOLERÂNCIAS

A não aceitação das diferenças como as raciais, culturais, de gênero, de religião etc. tem produzido muita violência, inclusive guerras. Efetivamente, o mundo é multicultural, multirracial, multirreligioso e muitos outros “multi” e essa é a grande beleza da humanidade. A HUMANIDADE PRECISA GLOBALIZAR A TOLERÂNCIA (a marca principal da nova ética planetária deve ser a aceitação, pois, ao mesmo tempo em que somos todos iguais, também somos todos diferentes).

AS MUDANÇAS SÃO NECESSÁRIAS E, A CADA DIA QUE PASSA, MAIS URGENTES!


LIBERDADE, IGUALDADE E FRATERNIDADE EM 2017!

Para este ano de 2017, desejo a todos os meus leitores e leitoras o mesmo que desejei para 2016, a concretização dos ideais interrompidos (no meu modo de ver) da Revolução Francesa (1789-1799), que conseguiu resumir em apenas três palavras (liberdade, igualdade e fraternidade) as condições necessárias à realização de uma vida digna e próspera para todos os cidadãos do planeta, não só para os cidadãos franceses. Tratam-se de valores universais.


A LIBERDADE é essencial ao desenvolvimento do potencial de cada indivíduo, todos os seres humanos precisam de LIBERDADE, indistintamente. Se tem algo que limita a LIBERDADE, este algo é a pobreza; ela dificulta o aprendizado (escola e cultura), a saúde (alimentação e cuidados sanitários) e a locomoção (o direito de ir e vir), que são essenciais ao bem-estar e à realização do espírito. No atual momento da humanidade, a pobreza extrema é muito grande e, ao mesmo tempo, a riqueza concentra-se de forma nunca dantes vista. O fosso entre ricos e pobres alargou-se no pós-guerra e continua nesta mesma dinâmica nos dias de hoje.
Para que a LIBERDADE alargue os seus horizontes, é preciso desconcentrar a renda e eliminar a pobreza. É necessário diminuir as diferenças sociais e aumentar a IGUALDADE. Quanto mais igual mais livre é a sociedade, pois a LIBERDADE é necessária a todos e não só para os que controlam as riquezas. Todos os seres humanos são iguais, independente da raça, da classe social, do gênero, da religião etc. Assim, a IGUALDADE pressupõe a inexistência de qualquer tipo de segregação e preconceito, pois eles contribuem para diminuir a LIBERDADE e impedem a FRATERNIDADE.
Por sua vez, a FRATERNIDADE é essencial à LIBERDADE e à IGUALDADE, já que ela se assenta na compaixão que cada ser humano precisa ter para viver em grupo, para realizar no seu processo de humanização, pois os homens só são (tornam-se) humanos em sociedade (o homem é um animal social - Aristóteles). A FRATERNIDADE é um instrumento essencial para a diminuição da pobreza e das diferenças sociais e ela precisa fazer-se presente na política, pois o homem também é um animal político (Aristóteles). Então, cabe ao Estado enquanto instância organizada e organizadora da sociedade buscar a diminuição da pobreza e a inclusão social. A sua função não é apenas garantir o "bom" funcionamento do mercado, como desejam os liberais conservadores, que olham para o mundo exclusivamente a partir das suas gordas posses pessoais.
A FRATERNIDADE, a IGUALDADE e a LIBERDADE são interdependentes e iguais em valor. Não dá para pensá-las isoladamente e nem de forma particular, a partir do indivíduo, ainda que a individualidade (não confundir com individualismo) seja um valor que deve ser preservado/respeitado (a individualidade não é um valor absoluto para o cidadão, pois, quando extremada, ela pode ferir a individualidade alheia, aí ela vira individualismo), pois elas são valores coletivos, humanizantes, necessários à convivência pacífica e próspera da humanidade como um todo. Hoje, a humanidade passa por um momento de extremo individualismo, egoísmo mesmo, e os resultados disso estão à vista (pobreza, violência, drogas, poluição, guerras, preconceitos, intolerâncias etc. etc. etc.) de todos que queiram verdadeiramente ver. A individualidade tem seu limite e ele se localiza nas fronteiras do bem-estar coletivo.
LIBERTÉ * EGALITÉ * FRATERNITÉ - JÁ!!!!!!!


DEPOIS DE TANTOS ANOS, A HUMANIDADE JÁ ESTARIA (DEVERIA ESTAR) MADURA E CONSCIENTE O SUFICIENTE PARA REALIZAR (COMPLETAR) ESTA REVOLUÇÃO DE FORMA TOTALMENTE PACÍFICA, SEM A VIOLÊNCIA DE 1789, COMO ACONTECEU NA FRANÇA REVOLUCIONÁRIA. SERÁ QUE ESTÁ? ATÉ QUANDO A HUMANIDADE VAI PRESENCIAR TANTA TRAGÉDIA SEM SE MOVER? ELA AINDA NÃO SE CANSOU? PARECE QUE NÃO... TORÇAMOS PARA ISSO...

FELIZ 2017!

MANDAMENTOS PARA O CIDADÃO POLITICAMENTE CORRETO NO SÉCULO XXI


Abaixo eu elenquei 37 sugestões aleatórias no sentido de que possamos produzir um mundo melhor para as gerações futuras. Adiantando: não são nada fáceis e algumas implicam em grandes mudanças pessoais e coletivas. Sobre algumas eu acho que pode não haver consenso, mas, no meu ponto de vista, muitas delas são extremamente necessárias neste momento de crise da sociedade. A crise é geral: econômica, social, ambiental e de valores. Sugiro estes "mandamentos" (outros podem ser incluídos, à vontade de cada um) no sentido de que possamos pensar, a partir de cada um deles, sobre o que estamos fazendo ou não fazendo para melhorar as condições de vida da humanidade e de todos os demais seres que vivem no colo de Gaia, da nossa mãe Terra, que, neste momento, chora e reage às dores ante tanto sofrimento produzido por seu filho mais rebelde, o homem.
1) Consumir preferencialmente produtos orgânicos, pois eles são amigáveis ao meio ambiente e à saúde;
2) Não consumir e não estimular o consumo de alimentos transgênicos, pois eles podem fazer mal à saúde e ao meio ambiente;
3) Não consumir madeira que não seja certificada, pois ela pode provir de desmatamentos ilegais, como aqueles que acontecem na Amazônia ;
4) Não comprar roupas, calçados e outros produtos de empresas que utilizam mão de obra similar à escrava;
5) Não consumir desnecessariamente e não estimular o consumismo na sua família;
6) Ajudar na coleta seletiva de resíduos, separando os recicláveis dos orgânicos e destinando-os corretamente;
7) Não desperdiçar e não poluir a água no seu dia-a-dia;
8) Não fumar e não estimular o consumo de tabaco;
9)  Beber com moderação, muita moderação, e não estimular o consumo de bebidas alcoólicas;
10)  Não usar drogas ilícitas e desestimular o seu consumo;
11) Não ver e ouvir, nas TVs e nas rádios, programas que estimulem violência e o pessimismo, preconceitos raciais, culturais, de gênero, religiosos etc.;
12)  Não estimular o pessimismo, repassando sem pensar, sem questionar, ideias pessimistas veiculadas pela maioria dos meios de comunicação do mundo, pois a imprensa ainda acredita que o que vende jornais é a desgraça;
13)  Contribuir para a inclusão social, estimulando ONGs e governos (federal, estadual e municipal) que trabalham neste sentido;
14)  Diminuir o consumo de fast foods e desestimular o consumo na sua família, com o objetivo de melhorar a saúde das pessoas;
15) Frequentar restaurantes e lanchonetes que privilegiam produtos naturais (pouco processados pela indústria) e orgânicos;
16)   Consumir açúcar moderadamente e buscar a moderação do consumo familiar;
17)  Consumir menos carne, muito menos, em particular a bovina, que exerce pressão sobre as florestas, estimulando o desmatamento e expandindo a fronteira agrícola, como acontece hoje na Amazônia;
18)  Andar menos de veículos automotores particulares, dando preferência ao transporte coletivo e às bicicletas, diminuindo o congestionamento e a poluição do ar;
19)  Na limpeza doméstica, procurar produtos biodegradáveis, que não poluem os corpos d'água;
20)  Buscar uma espiritualidade desinteressada e desprovida de preconceitos em relação às diferentes religiões;
21)  Respeitar os que pensam diferente, mantendo um debate de alto nível e construtivo, não buscando desqualificar ou destruir os seus oponentes, como acontece hoje nas redes sociais;
22)  Respeitar as crianças e os adolescentes, que precisam se conduzidos por uma educação que estimule a criatividade e a liberdade e não por uma educação repressora do tipo "militar";
23)  Defender o direito a todos à educação e à saúde e estimular instituições e governos que trabalhem neste sentido (educação e saúde são muito mais direitos que negócios);
24)  Rejeitar toda forma de violência, desde a doméstica, passando pela policial, até a guerra, estimulando os movimentos pacifistas e os governos que atuam neste sentido;
25)  Estimular e/ou praticar a boa arte, aquela que introduz valores (paz, beleza, igualdade, liberdade, fraternidade etc.) humanos e aquelas que denunciam as desumanidades;
26)  Buscar o contato com a natureza e a prática de esportes saudáveis sempre e estimular isto na sua família;
27)  Combater a violência em relação aos animais, como touradas, rodeios, brigas de galo etc.;
28)  Festejar e celebrar mais e reunir mais os amigos;
29)  Cultivar jardins e hortas nas suas residências, até em apartamentos (é possível), como exercício de contato com a natureza para os que moram nas cidades, principalmente;
30)  Buscar fazer a sua própria comida, sempre que possível, evitando industrializados excessivamente processados, dando preferência aos produtos orgânicos;
31)  Participar da vida comunitária para contribuir com a solução das questões coletivas, como educação, saúde, lazer, segurança etc.;
32) Preocupar-se com os seres humanos que moram de formas inadequadas (favelas, cortiços, na rua etc.) e apoiar instituições e governos que buscam soluções para esse problema;
33)  Preocupar-se com as crianças e os idosos desamparados e apoiar instituições e governos que buscam ampará-los;
34)  Compreender que as drogas são uma questão de saúde pública e não de polícia e apoiar instituições e governos que buscam enfrentar esse problema;
35) Defender o reflorestamento amplo do planeta, inclusive plantando árvores, pois ele abrandará a crise hídrica, ajudará a diminuir os efeitos do aquecimento global e possibilitará a sobrevivência das outras espécies animais que conosco dividem o planeta Terra;
36) Viajar mais para conhecer pessoas e povos diferentes, de diferentes culturas, para alargar seus horizontes pessoais e culturais;
37)  Aceitar que a humanidade é multicultural e multirracial e que a beleza é caleidoscópica no seu sentido mais amplo.

Para tentar concluir: definitivamente, a beleza é caleidoscópica, pois ela se encontra em permanente movimento, em permanente transformação, como as pedrinhas brilhantes dentro do caleidoscópio (nele as possibilidades são infinitas) que formam, a cada movimento, imagens novas, que nunca se repetem e que não podem ser previamente pensadas; não há como bater-se contra isso, como desejam os conservadores, não há como barrar o movimento do universo; refinando: o ser humano é caleidoscópico, pois se encontra em permanente transformação e as possibilidades são infinitas, como as das pedrinhas coloridas no caleidoscópio.
A IDEIA É A SEGUINTE: AS MUDANÇAS SÃO NECESSÁRIAS; HÁ QUE SE COMEÇAR DE ALGUM LUGAR; INICIAR UMA RECONEXÃO COM A NATUREZA ATRAVÉS DA HORTA DOMÉSTICA É UM BOM INÍCIO, POR EXEMPLO; É SÓ COMEÇAR...

Explicando o bom caminho do desenvolvimento sustentável

Modelo da sustentabilidade
Social: social
Bearable: suportável
Equitable: equitativo
Environment: meio ambiente
Economic: econômico
Sustainable: sustentável
Viable: viável


Primeira afirmação: a atividade econômica real ocorre na natureza, a partir da natureza, naquilo que se convencionou chamar de meio ambiente, de onde se presume, de imediato, que a mera especulação financeira, por conta da sua clara autofagia e afastamento da economia real, está fora do modelo da sustentabilidade.
Segunda afirmação: o crescimento econômico por si só, envolvendo a atividade econômica e o meio ambiente (matérias primas, recursos energéticos etc.) não se justifica sem uma âncora social, uma função social abrangente.
Terceira afirmação: a sustentabilidade do ponto de vista ambiental implica em não ir além do ecologicamente suportável, o que significa não esgotamento dos recursos naturais e não produção de externalidades negativas com é o caso da poluição (águas, ar e solo) e da eliminação das áreas verdes; a capacidade de suporte varia de acordo com os diferentes meios naturais, existem ambientes mais frágeis e menos frágeis.
Quarta afirmação: o objetivo social do desenvolvimento deve ser a inclusão social, o que implica na busca incessante pela igualdade social; o crescimento econômico que não mira a igualdade e que concentra riquezas não pode se encaixar no modelo da sustentabilidade.
Quinta afirmação: os projetos e empreendimentos econômicos necessitam da sua viabilidade econômica para que evoluam no tempo e no espaço, caminhando no sentido da produção da riqueza, tanto material como cultural, para a geração de efeitos sociais benéficos a todos.
Sexta afirmação: para que o modelo da sustentabilidade se realize, economia, bem-estar social e preservação ambiental devem sempre ser inseparáveis.
Sétima afirmação: para que a sexta afirmação se confirme e a sustentabilidade se materialize, em todos os planos e projetos devem ser consideradas a capacidade de suporte (Bearable) de cada bioma, a viabilidade econômica (Viable), destacando a de longo prazo, e a satisfação social (Social) amplamente produzida e distribuída.
Considerações sintéticas
Do ponto de vista econômico, as sete afirmações acima chamam para a necessidade do planejamento, pelo motivo que segue: não é possível pensar a preservação do equilíbrio ambiental, o bem-estar social e a viabilidade econômica durável no curto prazo. O mercado enquanto alocador de recursos (capital e trabalho) atua no curto prazo, onde tem a sua eficiência, pois visa o retorno imediato dos investimentos individuais realizados e a imediata satisfação dos desejos dos consumidores. O Estado, por sua vez, tem que ir além dos retornos individuais e, assim, mirar os retornos coletivos de longo prazo, que são da sua verdadeira alçada. Então, pensar realmente a sustentabilidade do desenvolvimento econômico significa (implica em) recolocar a necessidade do PLANEJAMENTO. Só que doravante planejar tornou-se uma questão um pouco mais complexa, pois foi introduzida a variável ambiental. É preciso produzir riqueza (Economic), reparti-la (Social) e, ao mesmo tempo, garantir que a natureza (Environment) com um todo continue reproduzindo a vida no longuíssimo prazo com a qualidade adequada. Os resultados do planejamento só serão sustentáveis  (Sustainable) se ele for conduzido conforme o Modelo da Sustentabilidade aqui esmiuçado.
FUI CLARO?


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