quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Explicando o bom caminho do desenvolvimento sustentável

Zildo Gallo

Modelo da sustentabilidade
Social: social
Bearable: suportável
Equitable: equitativo
Environment: meio ambiente
Economic: econômico
Sustainable: sustentável
Viable: viável


Primeira afirmação: a atividade econômica real ocorre na natureza, a partir da natureza, naquilo que se convencionou chamar de meio ambiente, de onde se presume, de imediato, que a mera especulação financeira, por conta da sua clara autofagia e afastamento da economia real, está fora do modelo da sustentabilidade.
Segunda afirmação: o crescimento econômico por si só, envolvendo a atividade econômica e o meio ambiente (matérias primas, recursos energéticos etc.) não se justifica sem uma âncora social, uma função social abrangente.
Terceira afirmação: a sustentabilidade do ponto de vista ambiental implica em não ir além do ecologicamente suportável, o que significa não esgotamento dos recursos naturais e não produção de externalidades negativas com é o caso da poluição (águas, ar e solo) e da eliminação das áreas verdes; a capacidade de suporte varia de acordo com os diferentes meios naturais, existem ambientes mais frágeis e menos frágeis.
Quarta afirmação: o objetivo social do desenvolvimento deve ser a inclusão social, o que implica na busca incessante pela igualdade social; o crescimento econômico que não mira a igualdade e que concentra riquezas não pode se encaixar no modelo da sustentabilidade.
Quinta afirmação: os projetos e empreendimentos econômicos necessitam da sua viabilidade econômica para que evoluam no tempo e no espaço, caminhando no sentido da produção da riqueza, tanto material como cultural, para a geração de efeitos sociais benéficos a todos.
Sexta afirmação: para que o modelo da sustentabilidade se realize, economia, bem-estar social e preservação ambiental devem sempre ser inseparáveis.
Sétima afirmação: para que a sexta afirmação se confirme e a sustentabilidade se materialize, em todos os planos e projetos devem ser consideradas a capacidade de suporte (Bearable) de cada bioma, a viabilidade econômica (Viable), destacando a de longo prazo, e a satisfação social (Social) amplamente produzida e distribuída.
Considerações sintéticas
Do ponto de vista econômico, as sete afirmações acima chamam para a necessidade do planejamento, pelo motivo que segue: não é possível pensar a preservação do equilíbrio ambiental, o bem-estar social e a viabilidade econômica durável no curto prazo. O mercado enquanto alocador de recursos (capital e trabalho) atua no curto prazo, onde tem a sua eficiência, pois visa o retorno imediato dos investimentos individuais realizados e a imediata satisfação dos desejos dos consumidores. O Estado, por sua vez, tem que ir além dos retornos individuais e, assim, mirar os retornos coletivos de longo prazo, que são da sua verdadeira alçada. Então, pensar realmente a sustentabilidade do desenvolvimento econômico significa (implica em) recolocar a necessidade do PLANEJAMENTO. Só que doravante planejar tornou-se uma questão um pouco mais complexa, pois foi introduzida a variável ambiental. É preciso produzir riqueza (Economic), reparti-la (Social) e, ao mesmo tempo, garantir que a natureza (Environment) com um todo continue reproduzindo a vida no longuíssimo prazo com a qualidade adequada. Os resultados do planejamento só serão sustentáveis  (Sustainable) se ele for conduzido conforme o Modelo da Sustentabilidade aqui esmiuçado.
FUI CLARO?


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